A 2° Lei de Mendel
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A 2° Lei de Mendel
A Segunda Lei de Mendel, também chamada de Lei da Segregação Independente ou Lei da Herança Independente, foi elaborada a partir dos estudos do monge e botânico austríaco Gregor Mendel sobre a herança genética. Essa lei complementa os princípios da Primeira Lei de Mendel (Lei da Segregação) e aborda a transmissão de mais de uma característica ao mesmo tempo.
Experimentos de Mendel: O Dihibridismo
Mendel, ao realizar seus experimentos com ervilhas (Pisum sativum), cruzou plantas que se diferenciavam em duas características ao mesmo tempo, um cruzamento chamado de dihíbrido. Em um dos experimentos mais famosos, ele cruzou plantas de ervilha que diferiam em cor e textura da semente:
- Cor da semente: Amarela (A) ou Verde (a)
- Textura da semente: Lisa (B) ou Rugosa (b)
Geração P (parental)
Mendel cruzou plantas puras (homozigotas) para essas duas características:
- Uma planta com sementes amarelas e lisas (AA BB).
- Outra planta com sementes verdes e rugosas (aa bb).
Geração F1 (primeira geração filial)
Todos os descendentes (F1) desse cruzamento apresentaram as sementes amarelas e lisas (Aa Bb), mostrando que esses fenótipos (amarelo e liso) são dominantes.
Geração F2 (segunda geração filial)
Ao cruzar os indivíduos da F1 (Aa Bb) entre si, Mendel observou uma segregação independente dos alelos, resultando em quatro combinações possíveis para as características:
- Semente amarela e lisa (A_B_)
- Semente amarela e rugosa (A_bb)
- Semente verde e lisa (aaB_)
- Semente verde e rugosa (aabb)
Proporção 9:3:3:1
Mendel notou que, na geração F2, os fenótipos apareceram na proporção 9:3:3:1, ou seja:
- 9 plantas com sementes amarelas e lisas (A_B_)
- 3 plantas com sementes amarelas e rugosas (A_bb)
- 3 plantas com sementes verdes e lisas (aaB_)
- 1 planta com sementes verdes e rugosas (aabb)
A Lei da Segregação Independente
Mendel concluiu que:
Segregação Independente dos Alelos: Os pares de alelos para diferentes características segregam-se (separam-se) de forma independente durante a formação dos gametas. Ou seja, a herança de uma característica (como a cor da semente) não influencia a herança de outra característica (como a textura da semente).
Distribuição dos Gametas: Durante a meiose, os alelos dos genes envolvidos são distribuídos de forma aleatória entre os gametas. Assim, a combinação de características nos descendentes resulta da recombinação dos alelos dos pais.
Limitações e Exceções da Segunda Lei de Mendel
Embora a Segunda Lei de Mendel seja amplamente válida, ela não se aplica a todos os casos de herança. Existem algumas exceções:
Genes ligados: Quando dois genes estão no mesmo cromossomo e próximos um do outro, eles tendem a ser herdados juntos (herança ligada), violando a Segunda Lei, que prevê a segregação independente.
Interação gênica: Em alguns casos, os genes interagem entre si, afetando o fenótipo de maneira que a segregação não ocorre de maneira independente.
Ligação ao sexo: Genes que estão localizados nos cromossomos sexuais (X ou Y) também podem não seguir a segregação independente de Mendel.
Aplicações e Importância da Segunda Lei de Mendel
A Segunda Lei de Mendel foi crucial para a compreensão moderna da genética. Ela mostrou que as características dos organismos são determinadas por fatores independentes (genes) e que esses fatores podem se combinar de diferentes maneiras para produzir novas combinações nos descendentes.
Essa lei ajudou a desenvolver as bases para estudos de:
- Genética mendeliana: Aplicada em plantas, animais e seres humanos para prever a herança de características.
- Melhoramento genético: No cultivo de plantas e criação de animais, onde características desejáveis são combinadas por meio de cruzamentos controlados.
- Estudos de herança complexa: Como a análise de doenças genéticas humanas e suas possíveis formas de herança.
Importância Histórica
Mendel conduziu seus estudos na década de 1860, mas suas descobertas só foram reconhecidas e compreendidas no início do século XX, cerca de 30 anos após sua morte. Suas leis formaram a base da genética clássica e continuam a ser fundamentais para o entendimento da biologia até os dias de hoje.
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